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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Atividade de Artes 9º ano

Nesta unidade vamos trabalhar a história do Teatro!
Abaixo vocês têm uma atividade para ser respondida no caderno e na aula seguinte ser apresentada à professora para que ela possa dar o visto.

Leia um trecho de uma obra bastante famosa de William Shakespeare para responder as questões.

ROMEU E JULIETA


Cena II 

O mesmo. Jardim de Capuleto. Entra Romeu. 
ROMEU - Só ri das cicatrizes quem ferida nunca  sofreu no corpo.  (Julieta aparece na janela.) 
Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será  Julieta o sol daquele oriente? Surge formoso sol, e 
mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e  doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és 
mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é  invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de 
vestal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama.  Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela 
fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o  olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou 
muito ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do  céu, as mais formosas, tendo tido qualquer  ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas 
esferas, até que elas voltassem. Que se dera se  ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os  dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas 
as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e  seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os  pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apóia  o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face! 

JULIETA - Ai de mim! 
ROMEU - Oh, falou! Fala de novo, anjo brilhante,  porque és tão glorioso para esta noite, sobre a minha 
fronte, como o emissário alado das alturas ser  poderia para os olhos brancos e revirados dos  mortais atônitos, que, para vê-lo, se reviram, quando  montado passa nas ociosas nuvens e veleja no seio  do ar sereno. 
JULIETA - Romeu, Romeu! Ah! Por que é tu Romeu?  Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não  quiseres, jura ao menos que amor me tem, porque 
uma Capuleto deixarei de ser logo. 
ROMEU (à parte) - Continuo ouvindo-a mais um  pouco, ou lhe respondo? 
JULIETA - Meu inimigo é apenas o teu nome.  Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem  pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que  pertença ao corpo. Seja outro nome. Que há num  simples nome? O que chamamos rosa, sob outra 
designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não  tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa 
perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca  teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma 
de ti mesmo, fica comigo inteira. 
ROMEU - Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome  apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em 
diante não serei Romeu. 
JULIETA - Quem és tu que, encoberto pela noite,  entra em meu segredo? 
ROMEU - Por um nome não sei como dizer-te quem  eu seja. Meu nome, cara santa, me é odioso, por ser 
teu inimigo; se o tivesse diante de mim, escrito, o rasgaria. 
JULIETA - Minhas orelhas ainda não beberam cem palavras sequer de tua boca, mas reconheço o tom.  
Não és Romeu, um dos Montecchios? 
ROMEU - Não, bela menina; nem um nem outro, se  isso te desgosta. 
JULIETA - Dize-me como entraste e porque vieste.  Muito alto é o muro do jardim, difícil de escalar, 
sendo o ponto a própria morte - se quem és  atendermos - caso fosses encontrado por um dos  meus parentes. 
ROMEU - Do amor as lestes asas me fizeram  transvoar o muro, pois barreira alguma conseguirá  deter do amor o curso, tentando o amor tudo o que o amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam  desviar-me do propósito. 
JULIETA - No caso de seres visto, poderão matar-te. 
ROMEU - Ai! Em teus olhos há maior perigo do que  em vinte punhais de teus parentes. Olha-me com  doçura, e é quanto basta para deixar-me à prova do  ódio deles. 
JULIETA - Por nada deste mundo desejara que fosses  visto aqui. 
ROMEU - A capa tenho da noite para deles ocultarme.  Basta que me ames, e eles que me vejam! 
Prefiro ter cerceada logo a vida pelo ódio deles, a ter  morte longa, faltando o teu amor. 
JULIETA - Com quem tomaste informações para até  aqui chegares? 
ROMEU - Com o amor, que a inquirir me deu  coragem;. deu-me conselhos e eu lhe emprestei  olhos. Não sou piloto; mas se te encontrasses tão  longe quanto a praia mais extensa que o mar  longínquo banha, aventurara-me para obter tão  preciosa mercancia. 
JULIETA - Sabe-lo bem: a máscara da noite me cobre  agora o rosto; do contrário, um rubor virginal me 
pintaria, de pronto, as faces, pelo que me ouviste  dizer neste momento. Desejara - oh! minto! - 
retratar-me do que disse. Mas fora! fora com as  formalidades! Amas-me? Sei que vais dizer-me
sim, 
e creio no que dizes. Se o jurares, porém, talvez te  mostres inconstante, pois dos perjúrios dos amantes, 
dizem, Jove sorri. Ó meu gentil Romeu! Se amas,  proclama-o com sinceridade; ou se pensas, acaso,  que foi fácil minha conquista, vou tornar-me ríspida,  franzir o sobrecenho e dizer
não, porque me faças  novamente a corte. Se não, por nada, nada deste  mundo. Belo Montecchio, é certo: estou perdida, 
louca de amor; daí poder pensares que meu  procedimento é assaz leviano; mas podeis crer-me,  cavalheiro, que hei de mais fiel mostrar-me do que quantas têm bastante astúcia para serem cautas. 
Poderia ter sido mais prudente, preciso confessá-lo, se não fosse teres ouvido sem que eu percebesse,  minha veraz paixão. Assim, perdoa-me, não  imputando à leviandade, nunca, meu abandono 
pronto, descoberto tão facilmente pela noite escura.

Atividade


1- O teatro é um termo de origem grega, é, portanto uma Arte antiga. Em sua opinião qual a relação entre o trio, Arte, Teatro e Sociedade?

2- Após a leitura de um trecho de Romeu e Julieta, escolha um fragmento que mais chamou a sua atenção. Justifique.

3- Em sua opinião as peças de teatro devem ser puramente românticas ou engraçadas? Por quê?

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